Para a GVT, a crise econômica atual – segundo analistas, a pior desde 1929, com a quebra da bolsa de Nova Iorque – passou ao largo, até o momento. “Não vamos diminuir os investimentos, até porque, agora, todas as empresas têm de rever custos e isso implica, por exemplo, na adoção de VoIP”, pondera Leonardo Queiroz, vice-presidente corporativo da GVT. A operadora tem oferta específica dessa tecnologia para as pequenas e médias.

Nesse segmento (pequenas e médias) pouco se falava de VoIP (voz sobre o protocolo de Internet), pelo custo de aquisição e da tecnologia em si. Mas o quadro mudou e, agora, será mais acessível para as PMEs. “A GVT está investindo nesse ramo, se colocando disponível para oferecer a tecnologia de VoIP para esse nicho”, conta o vice-presidente corporativo.

Uma das propostas da Embratel é oferecer ferramentas para que as empresas melhorem sua performance e tornem possível o trabalho em equipe com uma comunicação rápida e simples. “Queremos conferir poder de decisão, utilizando todo o potencial multimídia”, diz José Formoso Martinez, presidente da Embratel.

Com um grande volume de empresas, o segmento de PMEs dá trabalho para quem quer atuar nesse mercado. E é exatamente para ele que a GVT, que tem 25% de participação e negócios voltados para o mercado corporativo, direciona a estratégia. A operadora tem, segundo Queiroz, tecnologia NGN de ponta. “Somos atacantes e podemos oferecer vantagens que uma incumbent não pode, como VoIP”, diz Queiroz.

Outro diferencial é a atuação, em todo o País, com equipes internas e não via canal de distribuição. A GVT mantém funcionários em call center, vendas, pós-vendas, gerentes de contas… “O custo é mais alto, mas pensamos em longo prazo”, finaliza o executivo.

A Embratel também defende para o segmento corporativo os benefícios da solução IP de comunicação unificada de voz, dados e vídeo. Ao trafegar os pacotes via plataforma IP, essa ferramenta de colaboração permite utilizar com a mesma qualidade e velocidade serviços diferentes, como acesso à Internet, e-mail, áudio e videoconferência.

O uso dessa tecnologia vai permitir, também, que não seja necessário contratar um provedor para cada solução. Além disso, despesas com viagem, deslocamentos, chamadas telefônicas, treinamentos e, principalmente, a tomada de decisões de maneira mais rápida são reduzidos.

Portabilidade

A portabilidade numérica (possibilidade de manter o número do telefone ao mudar de operadora), confere ganhos financeiros, principalmente às empresas, que não precisam gastar com comunicados sobre a mudança. E, também, não correm o risco de perder clientes que não saibam da alteração do número. “É possível escolher a operadora com que quer trabalhar quantas vezes quiser”, ressalta Leonardo Queiroz, da GVT.

De acordo com o executivo, Goiânia, Campo Grande e Londrina têm grande número de empresas aderindo à portabilidade tanto em 0800, quanto em números locais. As empresas são as maiores beneficiadas com essa facilidade e a livre escolha do fornecedor. “Esperamos que a Anatel continue criando fatores positivos para a competição do segmento e para os clientes que estão ávidos por tecnologia”, opina Queiroz.

Hoje em dia, os contratos corporativos têm, no máximo, 24 meses, por conta das mudanças tecnológicas. No caso de haver multa por rescisão, a empresa que estiver prospectando pode considerar vantajoso assumir esse ônus. Há, porém, outros recursos para se pagar essa multa contratual. “O custo de Internet caiu bastante de um ano para cá. Com essa diferença, dá para assumir esse custo”, exemplifica Queiroz. Ele afirma ser importante rever a tecnologia, porque a queda de custo vale qualquer contrato passado. E isso vale para dados, voz e, principalmente, quando se fala em voz sobre IP (VoIP).

Fonte: Irene Barella
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